EUA planeiam operações antidroga "em terra" na América Latina

EUA planeiam operações antidroga "em terra" na América Latina

Os Estados Unidos planeiam realizar operações antidroga "em terra" com os seus aliados na América Latina, além das já efetuadas em águas internacionais contra embarcações suspeitas de narcotráfico, revelou o secretário da Defesa, Pete Hegseth.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
David Mdzinarisshvili - EPA

Hegseth adiantou na quinta-feira que, a curto prazo, os Estados Unidos esperam implantar, com os seus aliados, "uma capacidade operacional semelhante à observada nos ataques a embarcações de narcotráfico" nas Caraíbas e no Pacífico.

O objetivo é ter "o mesmo efeito em terra", estando os norte-americanos a trabalhar com o Equador, a Colômbia e parceiros para levar "para o continente" a "luta" contra as organizações designadas por Washington como terroristas.

Hegseth, que falava aos jornalistas que o acompanhavam numa visita ao Panamá, emitiu um alerta aos cartéis, onde quer que estejam.

"Onde quer que trafiquem drogas ou ameacem o povo americano ou os nossos parceiros, tornam-se um alvo", garantiu.

O governo liderado por Donald Trump lidera o Escudo das Américas, uma coligação contra o narcotráfico composta por cerca de vinte países da América Latina e das Caraíbas.

A Colômbia, liderada desde 07 de agosto pelo Presidente Abelardo de la Espriella, um empresário e declarado apoiante de Donald Trump, aderiu recentemente a esta aliança.

O Escudo das Américas inclui a Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Honduras e Peru, todos liderados por governos de direita.

O México, sob a presidência de Claudia Sheinbaum, de esquerda, não é membro.

Em setembro de 2025, os militares norte-americanos lançaram uma campanha de ataques aéreos contra embarcações suspeitas de tráfico de droga nas Caraíbas e no leste do Oceano Pacífico. Pelo menos 215 pessoas morreram.

A administração Trump não apresentou provas de que as embarcações visadas estivessem a ser utilizadas para o narcotráfico.

Muitos especialistas denunciaram os ataques como ilegais, por visarem civis que não representavam qualquer ameaça para os Estados Unidos.

 

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